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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PR explica nomeação do contra - almirante Bubo Na Tchuto

Bissau - O Presidente da República guineense, Malam Bacai Sanhá, explicou hoje que a nomeação do contra-almirante Bubo Na Tchuto para a chefia do Estado-Maior da Armada tem como objectivo criar um clima de paz e estabilidade interna.

"Esse decreto explica isso, é uma tentativa do poder legítimo da Guiné-Bissau, do Governo e da Presidência da República, de criar um clima de estabilidade, um clima propício para a implementação da reforma do sector de defesa e segurança", afirmou Malam Bacai Sanhá aos jornalistas, antes de partir para a Líbia para participar na cimeira afro-árabe.

Questionado sobre um eventual recuo da comunidade internacional em relação ao apoio à Guiné-Bissau na sequência desta nomeação, Malam Bacai Sanhá disse pensar que isso não irá acontecer.

"A comunidade internacional vai compreender a nossa posição, como compreenderam sempre. Vai compreender a necessidade que nós temos de estabilizar este país e nós estaremos à altura de dar essas explicações", salientou o Presidente guineense.

Bacai Sanhá decretou na quinta-feira, sob proposta do Governo, a nomeação do contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto como chefe do Estado Maior da Armada.

Bubo Na Tchuto ocupou a chefia da Armada da Guiné-Bissau até Agosto de 2008, quando foi acusado de tentativa de golpe de Estado, pelo então chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, para tentar destituir e prender o antigo Presidente João Bernardo "Nino" Vieira.

Na sequência dessas acusações, Na Tchuto foi suspenso das suas funções e fugiu para a Gâmbia, onde esteve exilado cerca de dois anos.

Em finais de Dezembro de 2009, o contra-almirante regressou à Guiné-Bissau e se refugiou nas instalações da ONU em Bissau, que abandonou a 01 de Abril deste ano.


No mesmo dia, militares liderados por Bubo Na Tchuto e pelo actual chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, António Indjai, detiveram o Primeiro - ministro, Carlos Gomes Júnior, e o ex-chefe das Forças Armadas almirante Zamora Induta.

Carlos Gomes Júnior foi libertado no mesmo dia, mas Zamora Induta continua detido.


Em Junho, o Tribunal Militar guineense arquivou as acusações de alegada tentativa de golpe de Estado contra Bubo Na Tchuto.


O contra-almirante é apontado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como o principal narcotraficante na Guiné-Bissau, acusação que o próprio refuta.

Major-general Mamadú Turé nomeado vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas

Bissau - O presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, nomeou quinta-feira, sob proposta do governo, o major-general Mamadú Turé vice-chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, refere um decreto presidencial enviado à agência Lusa.


O major-general Mamadú Turé é também chefe do Estado Maior do Exército da Guiné-Bissau, cargo que ocupa desde Setembro de 2007.


Um outro decreto nomeia o antigo chefe do Estado Maior da Armada, o comodoro Estêvão Namena, inspector geral das Forças Armadas guineenses.


A presidência da Guiné-Bissau divulgou ao final de noite de quinta-feira três decretos assinados por Malam Bacai Sanhá com alterações nas chefias militares, sendo a de maior destaque a nomeação do contra almirante Bubo Na Tchuto para chefe do Estado Maior da Armada.

Bubo Na Tchuto nomeado chefe do Estado Maior

Bissau - O presidente da República da Guiné-Bissau decretou Quinta-feira, sob proposta do governo, a nomeação do contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto como chefe do Estado Maior da Armada.

"O Presidente da República decreta, nos termos dos artigo 70.º da Constituição da República (...) o contra almirante José Américo Bubo Na Tchuto chefe do Estado Maior da Armada", refere o decreto presidencial enviado.


O contra-almirante Bubo Na Tchuto ocupou a chefia da Armada da Guiné-Bissau até Agosto de 2008, quando foi acusado de tentativa de golpe de Estado, pelo então chefe de Estado Maior General das Forças Armadas general Tagmé Na Waié, para tentar destituir e prender o antigo presidente João Bernardo "Nino" Vieira.

Na sequência destas acusações, Na Tchuto foi suspenso de funções e fugiu para a Gâmbia, onde esteve exilado cerca de dois anos.


Em finais de Dezembro de 2009, o contra-almirante regressou à Guiné-Bissau e refugiou-se nas instalações da ONU em Bissau, que abandonou a 01 de Abril.


No mesmo dia, militares liderados por Bubo Na Tchuto e pelo actual chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, António Indjai, detiveram o primeiro ministro, Carlos Gomes Júnior, e o ex-chefe das Forças Armadas almirante Zamora Induta.


O primeiro ministro foi libertado no mesmo dia, mas Zamora Induta continua detido, tendo sido transferido para o quartel de Mansoa, a 60 quilómetros de Bissau.


Por várias vezes, Bubo Na Tchuto admitiu regressar à chefia da Armada guineense, alegando não ter sido exonerado do cargo de chefe do Estado Maior daquele ramo das Forças Armadas do país.


Em Junho, o Tribunal Militar guineense arquivou as acusações de alegada tentativa de golpe de Estado contra Bubo Na Tchuto.

Bubo Na Tchuto é apontado pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos como o principal narcotraficante na Guiné-Bissau, acusação que o próprio refuta.


Primeiro-ministro diz que documento nacional da política funcionará como GPS

Bissau- O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, disse hoje, em Bissau, que a criação do documento da
política nacional para o sector da Justiça no país para os próximos cinco anos funcionará como um GPS que dá a "direcção certa".



O chefe do governo guineense fez essa comparação durante o seu discurso no encerramento do “I Fórum Nacional da Justiça”, que
teve o objectivo criar um documento da política nacional para o sector nos próximos cinco anos.



"Ao estabelecermos uma política para o sector da justiça, definindo prioridades e acções que deverão ser tomadas, não ficaremos perdidos, e passaremos a ter um rumo certo e definido da nossa direcção", sublinhou.



Segundo Carlos Gomes Júnior, a definição daquela política é "para a sociedade guineense como um sistema de GPS para o piloto navegador. Uma segurança de que estamos a caminhar na direcção certa".



Durante dois dias, representantes do Estado, sociedade civil e da comunidade internacional discutiram temas inerentes a política nacional e justiça na Guiné-Bissau, devendo o documento final ser apresentado nos próximos tempos.



Com uma estratégia nacional, realçou que, as decisões não serão tomadas de forma empírica.



"As medidas, por mais polémicas que venham a ser, contam com a aprovação da sociedade e da comunidade científica", salientou.



O governante referiu também que aguarda com "muito interesse e esperança" pelo documento definitivo, considerando-o como
valioso para a evolução do país.


Cooperação com a UE está num «momento de reflexão» e vai ser revista
- 6-Oct-2010 - 19:17


O representante da União Europeia na Guiné-Bissau, Franco Nulli, disse hoje que a cooperação entre os “27” e Bissau está num “momento de reflexão” para revisão da estratégia e que por isso há acções que estão suspensas.


“Há a intenção de fazer conjuntamente uma revisão da estratégia de cooperação e isso será feito nas próximas semanas e portanto essa revisão da estratégia da cooperação é que vai definir os moldes do futuro da nossa cooperação”, afirmou o embaixador italiano à saída de um encontro com o primeiro-ministro guineense.

Segundo Franco Nulli, está-se num “momento de reflexão que não permite avançar com acções concretas”, mas depois das consultas entre as autoridades da União Europeia e da Guiné-Bissau serão definidos os moldes da cooperação futura.

“Está num período de reflexão no sentido em que há acções que continuam a ser implementadas e há ações que por enquanto ficaram suspensas, mas é apenas uma situação transitória que eu espero poderá ficar resolvida depois do encontro de programação”, salientou.

Questionado sobre quando vão decorrer as consultas e definidos os novos moldes de cooperação, Franco Nulli disse que ainda não tem uma reposta, porque “depende dos trâmites administrativos que estão a decorrer em Bruxelas”.

Em relação ao apoio da reforma do sector de defesa e segurança no país, o embaixador disse que há mais pacotes financeiros de apoio previstos, mas que tem de se esperar pelas consultas entre autoridades para definição dos novos moldes de cooperação.

A União Europeia suspendeu a missão para apoio à reforma do sector de defesa e segurança e mais alguns apoios à Guiné-Bissau na sequência da intervenção militar de 1 de Abril.

Um dos apoios que se encontra suspenso é o donativo ao orçamento de Estado do país.


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A reconciliação dos guineenses surge como imperativo para que a Guine Bissau encontre tão almejada estabilidade, que necessita …

Defendeu presidente da república Malam Bacai Sanha durante a mensagem dirigido a não por ocasião da festa de 37 anos da independência que se comemora hoje …

Bacai sanha afirma que o pais deu um passo muito importante com os trabalhos da conferencia nacional da paz e desenvolvimento recente mente lançada pela assembleia nacional popular …


Sobre uma eventual missão da estabilização ou missão técnica militar op chefe do estado guineense afirma que mais importante para todos os guineenses e que essas possam contribuir para o sucesso do processo de reformas das forças de defesa e segurança e consequentemente para a estabilização do pais condição vital para construção do progresso e desenvolvimento sócio económico do pais …


As forças armadas o chefe do estado deixou um encorajamento no sentido destes darem as suas contribuição activo no processo de reformas e de implementação do roteiro adoptado pelo comité dos estados-maiores da CEDEAO que ira ser apreciado na reunião dos ministros dos negócios estrangeiro, do conselho de mediação e de segurança com forme a resolução saída da ultima cimeira dos chefes do estado da CEDEAO …


Malam Bacai sanha sublinhou ainda que o país tem vindo a registar resultados positivos no plano da sua gestão económica e financeira e mostrou-se optimista de que antes do fim do ano 2010 a guine Bissau poderá atingir o ponto de conclusão da iniciativa de perdão de divida dos países pobres e altamente endividados …


Chefe do estado guineense encoraja por outro lado ao governo no sentido de prosseguir na via da reforma das finanças públicas, da redução do défice orçamental, da contenção das despesas públicas, e da melhoria dos indicadores macro económicos nacionais,

Também a implementação das reformas de administração publica, do sector da justiça devem merecer atenção especial do governo, afirma Bacai sanha …

Bacai sanha exortou ainda o governo liderado por Carlos gomes Júnior a a continuar os esforços no sentido da continuidade de pagamento da divida interna aos operadores económicos como a forma de criar mais riquezas, reforçando assim o sector produtivo nacional …

A comunidade internacional Bacai sanha deixou palavra de apresso pelo esforço em como continua apoiar o pais …
Presidente da republica Malam Bacai sanha na sua mensagem alusivo a comemoração de 37 anos da independência do país
23 September Press Review Guinea-Bissau in the news Summary - Visita de vice-ministro da Defesa angolano é «extremamente importante» - Governo promete cumprir direitos humanos - Guiné-Bissau e promoção da língua portuguesa na primeira linha
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Visita de vice-ministro da Defesa angolano é «extremamente importante» Source: Noticiaslusofonas.com - O ministro da Defesa da Guiné-Bissau, Ocante da Silva, considerou quarta-feira “extremamente importante” a visita ao país do vice-ministro da Defesa angolano, Salvino de Jesus Sequeira, considerando que se passou a uma fase superior da cooperação militar entre os dois países. “É uma missão já de levantamento para implementação. Passamos para uma fase superior que é a de realizações concretas, para que possamos ter realmente Forças Armadas com melhores condições de trabalho, no caminho da modernização, da reestruturação, republicanas que possam jogar o seu papel no âmbito das missões constitucionais que lhe são consagradas”, afirmou o ministro guineense. Ocante da Silva falava aos jornalistas no final de um encontro com o vice-ministro da Defesa angolano, que chegou terça-feira à Guiné-Bissau acompanhado de 17 oficiais dos vários ramos das Forças Armadas angolanas para fazer um levantamento das necessidades dos militares guineenses. Questionado sobre quais as prioridades para melhorar as Forças Armadas guineenses, o ministro Ocante da Silva disse que o “programa da reforma do sector de defesa e segurança define claramente as prioridades neste momento”. “Nós precisamos de desenvolver o programa Fundo de Pensões para os que vão para aposentação, de desenvolver o programa de desmobilização e recrutamento, da formação e instrução militar, da reinserção e reintegração dos desmobilizados e dos antigos combatentes. E finalmente, precisamos do apoio institucional necessário para que o órgão de gestão desta reforma possa funcionar, bem como as infraestruturas e os equipamentos mínimos necessários para que as forças armadas possam funcionar”, afirmou. Em Abril, a Guiné-Bissau e Angola assinaram um acordo de cooperação no domínio da defesa. Este mês, durante uma visita oficial do primeiro-ministro guineense a Luanda, foi assinado o protocolo para a implementação de um programa de assistência técnico-militar e de segurança entre os dois países.
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Governo promete cumprir direitos humanos
O Governo da Guiné-Bissau prometeu respeitar os direitos humanos, durante a inauguração quarta-feira dos primeiros dois estabelecimentos prisionais em Mansoa e Bafatá . A inauguração foi feita pelo ministro da Defesa, Mamadu Djalo Pires. De notar que as principais prisões do país foram destruídas durante o conflito de 1998/99. A prisão de Mansoa tem capacidade para 35 pessoas e a de Bafatá para 45, mas os reclusos e presos só devem começar a ser transferidos para as novas celas no final do ano, depois dos novos guardas prisionais acabarem a formação. Nos novos estabelecimentos prisionais, que ainda não estão equipados, cada cela tem uma instalação sanitária, há salas para aulas e um espaço exterior para os reclusos poderem sair à rua. "Ao inaugurarmos esta prisão, pensamos que estamos a iniciar um processo importante em tornar eficaz o nosso processo de justiça. Não pode haver um sistema criminal eficaz sem prisões", afirmou o ministro da Justiça guineense. O ministro da Justiça guineense assegurou também que o "respeito pelos direitos humanos, o respeito pelos direitos dos reclusos será assegurado". "Nós estaremos atentos em relação à actividade daqueles que vão exercer funções nestas prisões, que são os diretores e os guardas prisionais, no sentido de gerirem estes estabelecimento de acordo com a lei e no respeito pelos direitos humanos dos reclusos", afirmou o ministro guineense. Mamadu Djalo Pires garantiu também que o Estado "assumirá a sua responsabilidade em garantir a alimentação" dos reclusos e presos. "Esta é uma responsabilidade que o Governo não pode declinar e tem de a assumir agora perante a comunidade internacional", afirmou. A entrega oficial das prisões foi feita pelo Gabinete da ONU para Combate à Droga e ao Crime Organizado (UNODC) na Guiné-Bissau, no âmbito do projecto de reabilitação do sistema prisional guineense, financiado pelo Fundo da Comissão de Paz da ONU para o país. Além das prisões de Mansoa e Bafatá, a UNODC vai reabilitar mais dois estabelecimentos prisionais em Bissau e Cachungo. Ainda vai ser apresentado um outro projeto na futura mesa de doadores para a Guiné-Bissau, que visa construir a "chamada prisão central" nos arredores de Bissau. Um estudo, realizado por peritos da UNODC, revelou que o país necessita de estabelecimentos prisionais para cerca de 500 presos. As prisões recuperadas e em recuperação, bem como a prisão central, tem distintas alas para elementos do sexo feminino e masculino, salas de aulas e uma componente de reinserção social.
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Guiné-Bissau e promoção da língua portuguesa na primeira linha
A situação na Guiné-Bissau e o relançamento da promoção do português como língua de trabalho nas organizações internacionais foram pratos fortes no encontro dos ministros e secretários de Estado dos Negócios Estrangeiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa,em Nova Iorque. Segundo disse o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, um dos objectivos do encontro era fazer um ponto de situação do processo de introdução do português em comunidades como a SADC, CEDEAO e União Africana, tendo em vista, a longo prazo, a sua elevação a língua oficial nas Nações Unidas. “Julgo estarmos no bom caminho quanto à implantação do português nessas organizações. Estamos a apoiar na SADC, na CEDEAO, na própria UA, e temos de ver até que ponto esses apoios correspondem plenamente ao necessário e reforçar-se, se for caso disso”, referiu, à margem da Cimeira dos Objectivos do Milénio nas Nações Unidas. O português já é língua oficial nestas organizações, mas é pouco utilizada, por falta de escritórios de tradução e interpretação nas conferências, afirmou. Em Nova Iorque para a Cimeira do Milénio estão os chefes da diplomacia de Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste, para além do Brasil. O encontro, que esteve inicialmente previsto para segunda-feira, foi convocado por Angola, que está a ser representada pelo secretário de Estado das Relações Exteriores, George Chicoty. João Gomes Cravinho espera ainda que os encontros dos próximos dias em Nova Iorque permitam desanuviar alguma da desconfiança de que é alvo a Guiné-Bissau da parte dos parceiros internacionais. “É uma fonte de enorme desconfiança que existe na comunidade internacional. É certo que há problemas, mas não abandonem a Guiné-Bissau. Não é por haver problemas que devemos virar as costas”, disse. “Há momentos muito difíceis em termos de mobilização de apoios internacionais”, reconhece Cravinho. “A principal responsabilidade cabe aos actores políticos e Forças Armadas. Eles é que têm de tomar algumas medidas que, podem não ser fáceis, mas são fundamentais para o país”, adianta. Um sinal concreto de que os parceiros continuam à espera é a libertação do Zamora Induta, detido desde o golpe de 1 de Abril. Quanto à força de estabilização para o país, ainda se está na fase de definição do mandato. Para procurar desbloquear a situação, o grupo de contacto para a Guiné-Bissau reúne-se sexta-feira em Nova Iorque, à margem da cimeira, com a presença do representante do secretário geral da ONU.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

- Guiné Bissau: Representante da ONU manifesta em Bruxelas confiança no futuro do país
- Presidente leva a Nova Iorque mensagem de «esperança de um amanhã melhor»
- PR viajou para Nova Iorque
- Delegação guineense na China inicia contactos com as autoridades chinesas
- Governos prometem "reforçar relações bilaterais"
- Dia Internacional da Paz assinalado na Guiné-Bissau
- Guiné-Bissau e Moçambique quebra superior a 25% de infecções pelo HIV/SIDA
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Guiné Bissau: Representante da ONU manifesta em Bruxelas confiança no futuro do país

Source: NoticiasLusofonas.com - O representante do secretário geral da ONU para a Guiné-Bissau manifestou-se terça-feira em Bruxelas “muito mais optimista” do que há uns meses sobre o futuro daquele país, mas advertiu que é preciso “manter o «momentum»” para evitar novos retrocessos.

De visita a Bruxelas, num périplo pela Europa que já o levou na semana passada a Lisboa, Joseph Mutaboba explicou que o objectivo da sua viagem é “dizer aos parceiros internacionais que este é um momento determinante para a Guiné-Bissau” e que é necessário “continuar a assistir” às autoridades guineenses, até porque estas estão a revelar outra “vontade”.

“Estou muito mais optimista do que estava em Abril ou Maio”, disse, referindo-se ao período conturbado que se seguiu à tentativa de golpe de Estado, e que ameaçou levar a comunidade internacional a deixar de continuar a prestar ajuda ao país.

Mutaboba explicou que o seu optimismo se deve a uma evidente mudança de atitude por parte das autoridades da Guiné-Bissau, designadamente a abertura para “discutir e fazer progressos em temas como os direitos humanos”, e também “ao interesse dos parceiros internacionais, mostrado nos mais diversos fóruns”, designadamente ao nível da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e União África (UA).

“Vejo que os parceiros internacionais estão disponíveis para trabalhar em conjunto”, afirmou, fazendo questão de sublinhar que também a União Europeia continua empenhada, sustentando que o fim da missão de apoio à reforma do sector de segurança da Guiné-Bissau, no final do corrente mês, não significa de forma alguma que a Europa "tenha destruído uma ponte" e deixe de cooperar com o país.

Para Mutaboba, o investimento feito nessa missão “não pode ser desperdiçado”, e a questão que se coloca neste momento é de que modo a UE pode prestar assistência.

O representante especial do secretário geral das Nações Unidas destacou também os avanços que podem ter lugar na reunião do grupo internacional de contacto para a Guiné-Bissau, que se realiza na próxima sexta-feira, em Nova Iorque, e desvalorizou o atraso na formalização de um pedido de apoio para uma missão de estabilização.

“É uma prática comum na Guiné-Bissau, à qual eu chamo a «tática do adiamento». É a tática do «sim, mas», clássica na Guiné-Bissau, porque ninguém gosta de assumir a responsabilidade”, disse, voltando, no entanto, a defender que uma missão de estabilização poderia dar um contributo muito importante e ser um “balão de oxigénio” para as próprias autoridades.


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Presidente leva a Nova Iorque mensagem de «esperança de um amanhã melhor»

Source: Noticiaslusofonas.com - O Presidente da Guiné-Bissau, Malam Bacai Sanhá, disse terça-feira que vai levar uma mensagem de “esperança de um amanhã melhor” para o país à 65ª sessão da Assembleia-geral da ONU, a decorrer em Nova Iorque.

“Uma mensagem de esperança no povo da Guiné. Esperança num amanhã melhor, de estabilidade, de paz e de desenvolvimento. Essa é a mensagem que eu tenho”, afirmou Malam Bacai Sanha aos jornalistas no aeroporto Osvaldo Vieira, em Bissau, momentos antes de viajar para Nova Iorque.

O presidente guineense disse que vai também “garantir à comunidade internacional” que a Guiné-Bissau está a trabalhar para estabilizar do país.

“Garantir à comunidade internacional que estamos aqui efectivamente, como parte integrante da comunidade internacional, a trabalhar para estabilizar o nosso país, para conseguir o sucesso necessários para o desenvolvimento”, disse.

O chefe de Estado guineense afirmou que, nesse trabalho, a Guiné-Bissau quer “continuar a contar com o apoio da comunidade internacional”.

Durante a sua estada em Nova Iorque, o Presidente guineense vai reunir-se com o secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, e com o Grupo de Contacto Internacional para a Guiné-Bissau.

Sobre a reunião com o Grupo de Contacto Internacional, o chefe de Estado guineense referiu que servirá para os manter informados sobre a realidade da Guiné.

“Estando eu lá tenho de lhes dar informações mais actualizadas e pormenorizadas”, afirmou.

Na 65ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas o debate geral centrar-se-á na “Reafirmação do Papel Central das Nações Unidas na Governação Global”.

Na agenda do debate estarão ainda as alterações climáticas, segurança alimentar, reconstrução de estados frágeis, desarmamento, além dos Objectivos do Desenvolvimento do Milénio.


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PR viajou para Nova Iorque

Bissau (Fonte: RDN) - O PR Malam Bacai Sanha partiu na tarde de terça-feira para Nova Iorque, onde vai assistir a sexagésima-quinta assembleia geral da ONU no qual 130 chefes de estado e de governo analisam os oito objetivos do milénio definidos pela organização mundial.

Perante este desafio, no país registaram-se alguns progressos nos setores sociais devido a adopção de boas políticas, como reconheceu a coordenadora residente do sistema das Nações Unidas na Guiné Bissau.

Mesmo assim, Giuseppinna Mazza sublinhou que o país tem que superar muitas barreiras para poder alcançar os objetivos do desenvolvimento do milénio até 2015.

"No contexto desta planificação, as Nações Unidas comprometeram-se a levar a cabo intervenções específicas para atacar, por exemplo, o analfabetismo, o fraco acesso aos cuidados de saúde e outros serviços sociais de base. A falta de formação profissional, a má nutrição crónica. Deste modo, temos projetos destinados a apoiar a agricultura, a melhorar o acesso a água potável e saneamento. Aumentar o emprego para os jovens e a rede de micro-créditos, a desenvolver as estratégias nacionais e reforçar as capacidades do sistema de educação e de luta contra o VIH-SIDA entre outros. Mas, também, para apoiar as reformas centrais, tais como a do setor de segurança e justiça ou a modernização da administração e também a formação de quadros nacionais, apoio à formação de políticas, estratégias e planos prioritários e de enquadramento de textos legislativos necessários, em resumo, o reforço das instituições e de participação para afirmar o estado de direito", afirmou.

Os objetivos do desenvolvimento do milénio visam garantir uma vida condigna no planeta.


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Delegação guineense inicia contactos com as autoridades chinesas

Bissau (Fonte: Bombolom-FM) - Adelegação guineense, liderada pelo Primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior, que se deslocou para a China Popular, iniciou terça-feira contactos com as autoridades chinesas.

Na sua primeira visita, Gomes Júnior e comitiva foram recebidos na manhá de terça-feira pelo vice presidente do estado chinês e pelo director geral da secção africana do departamento internacional do comité central do partido comunista chinês.


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Governos prometem "reforçar relações bilaterais"

Source: Angop - A China e a Guiné-Bissau prometeram "dinamizar as relações", aprofundando "a confiança política" bilateral alcançada na última década, disse terça-feira a agência noticiosa oficial chinesa.

O compromisso foi assumido num encontro em Pequim entre o vice-presidente chinês, Xi Jinping, e o Primeiro - ministro da Guiné-Bissau, Carlos Gomes Júnior, que iniciou hoje uma visita de quatro dias à China.

Segundo a agência noticiosa oficial chinesa, Xi Jinping se congratulou com "o saudável crescimento" das relações com a Guiné-Bissau, desde que este país restabeleceu os contactos oficiais com a República Popular da China, há cerca de uma década.

Carlos Gomes Júnior indicou que a Guiné-Bissau "deseja cooperar mais estreitamente com a China" na área das pescas, exploração de recursos e infraestruturas, disse a mesma fonte.

O Primeiro -ministro da Guiné-Bissau vai participar no dia da Guiné-Bissau na Expo 2010, em Xangai, que será assinalado na próxima sexta - feira.

É a maior exposição universal de sempre, com mais de 240 países e organizações internacionais, e decorre até 31 de Outubro dedicada ao tema "Better City, Better Life" (Melhores Cidades, Maior Qualidade de Vida".

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Dia Internacional da Paz assinalado na Guiné-Bissau

Bissau (Fonte: Bombolom-FM) - O mundo comemorou terça-feira, 21 de Setembro, Dia Internacional da paz dedicado ao cessar e a não-violência.

Ao intervir no acto, a ministra da presidência do conselho de ministros, da comunicação social e assuntos parlamentares, Adiatu Djaló Nandigna, realçou a importância da data, e disse tratar-se de um dia de reflexão, sobretudo para as mulheres.

" O Governo regista com grande importância a realização desta reunião de auscultação sobre as perspectivas e preocupações das mulheres relativamente à consolidação da paz na República da Guiné Bissau. Sendo certa que a mulher guineense esteve sempre ligada à história da independência nacional, não será menos certo que ela tome em si mesma os mais elevados e supremos valores da paz e de dignidade da pessoa humana", disse.

"Elas são obreiras naturais da paz, e nesta qualidade, revela-se uma combatente melhor habilitada para pronunciar-se sobre questões da gestão e resolução de conflitos. No entanto, coincidência ou não, as constatações atrás expostas vão ao encontro do espirito da Resolução 1325 do Conselho de Segurança, que, entre outras, recomenda e exorta a uma maior participação das mulheres na gestão e resolução pacífica de conflitos, devendo, por isso, serem ouvidas nas questões que se prendem com a consolidação da paz", avançou a ministra Nandigna.

Por sua vez, a ministra da da Mulher, Família, Coesão Social e Luta contra a Pobreza, Lurdes Vaz, referiu as facturas pagas pelas mulheres em consequência das guerras.

No seguimento do acto, o comité nacional de pilotagem remeteu ao Governo um documento de duas páginas, que reflecte os problemas com que defrontram as mulheres em situações de sucessiavs crises político-militares na Guiné Bissau.


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Guiné-Bissau e Moçambique quebra superior a 25% de infecções pelo HIV/SIDA

Genebra - A Guiné-Bissau e Moçambique estão entre os países da África Subsahariana que, no período de 2001 a 2009, obtiveram uma quebra superior a 25 porcento na quantidade de novas infecções pelo VIH/SIDA, divulgou a ONUSIDA.

Outros países africanos, 22 no total, também registaram esta diminuição, como Botswana, Burkina Faso, África do Sul, Rwanda, Serra-Leoa, Etiópia, entre outros.

Os novos dados da ONUSIDA, divulgados no dia 17, reflectem um progresso significativo na execução do sexto dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) - que é reverter a propagação do VIH até 2015 -, já que as infecções pelo VIH/SIDA estão a reduzir ou a estabilizar em muitas partes do mundo.

Estes novos dados surgem no momento em que se realiza a Cimeira das Nações Unidas sobre os ODM, que decorre até quarta feira, em Nova Iorque.

Actualmente, 5,2 milhões de pessoas recebem tratamento, o que significa que em seis anos o número de pacientes aumentou em 12 vezes.

O número de mortes relacionadas com SIDA caiu drasticamente desde que se expandiu o acesso ao tratamento, já que houve 200 mil mortes a menos em 2008 em relação a 2004.

Por seu lado, os jovens estão a liderar uma revolução em matéria de prevenção, optando por começar a ter sexo mais tarde, tendo menos parceiros simultâneos e a usar preservativos, levando a uma redução significativa no número de novas infeções em muitos dos países mais afectados pela doença.

Em adultos, o uso do preservativo masculino dobrou nos últimos cinco anos.

Contudo na maioria dos países mais afectados, os investimentos nacionais não são ainda suficientes para satisfazer as suas necessidades de recursos.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

20-09-2010 18:21


UNODC cria programa informático para sistema prisional

Bissau - O Gabinete da ONU Contra a Droga e o Crime Organizado (UNODC) está a desenvolver um programa informático para o novo sistema prisional da Guiné-Bissau, disse hoje (segunda-feira) a Lusa o representante daquele organismo em Bissau, Manuel Pereira.

O programa informático é a última fase do projecto de reabilitação do sistema prisional guineense, liderado pela UNODC e financiado pela Comissão de Consolidação de Paz da ONU para a Guiné-Bissau.



“É um programa informático muito simples, de registo de quem entra e sai, sejam presos, ou visitas", explicou Manuel Pereira.

"Antes, com as prisões que existiam, ninguém sabia porque é que o preso lá estava, qual era a sentença, o que o condenou, quanto tempo deveria lá estar, nem se sabia nome. Depois à noite ia para casa e vinha de manhã", explicou o representante da UNODC em Bissau.



"Não havia controlo, nem registo nenhum", acrescentou.


Segundo Manuel Pereira, com o programa vai ser possível registar todas as pessoas que entram e saem dos estabelecimentos prisionais, incluindo as visitas.

Os primeiros dois estabelecimentos prisionais guineenses no âmbito deste projecto vão ser inaugurados quarta - feira.

20-09-2010 13:07

Guiné Conakry
PM se insurge contra aumento da criminalidade

Conakry - O Primeiro-ministro conakry- guineense, Jean Marie Doré, se insurgiu contra o recrudescimento da criminalidade em Conakry e pediu ao ministro de Estado da Segurança, o general Mamadouba Toto Camara, para "tomar imediatamente" as medidas necessárias para combater este flagelo.


O Primeiro-ministro, que se encontrou, sábado à noite, com o general Toto, o chefe do Estado-Maior da Gendarmaria, o general Ibrahima Baldé, bem como com responsáveis da segurança, ordenou-lhes para reprimir as manifestações previstas para esta segunda-feira.


A União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG) de Cellou Dalein Diallo, um dos dois candidatos à segunda volta das presidenciais, pretende manifestar-se contra a detenção de vários militantes seus durante recentes confrontos com os
da Coligação do Povo da Guiné (RPG) de Alpha Condé, o outro candidato, alguns dos quais estão detidos.


Doré disse ser inaceitável que "criminosos" criem insegurança no país e que "ninguém esteja seguro", tendo prometido dar imediatamente às forças de segurança todos os meios requeridos para deter num breve prazo os malfeitores.


"Ordeno-lhes para deter os cidadãos que se divertem a provocar incêndios nas nossas instituições(...) Os guineenses devem votar com calma e paz para eleger com transparência o próximo Presidente da República", disse.


Uma importante quantidade de materiais eleitorais destinados à segunda volta do escrutínio presidencial, inicialmente prevista para domingo depois adiada devido "a problemas técnicos", foi queimada, quinta-feira última, num entreposto do quartel Samory Touré.


Um outro violento incêndio destruiu, sexta-feira, as instalações da Força Especial de Segurança do Processo Eleitoral (FOSSEPEL), criada pelos poderes públicos na perspetiva das eleições presidenicais.


Os dois sinistros ocorreram algumas horas após o adiamento da data da segunda volta do escrutínio, que foi denunciado pelo líder da União da UFDG, Cellou Dalein Diallo.


Falando em nome das forças de segurança, o general Toto tranquilizou o Primeiro-ministro, que ameaçou requisicionar o Exército se os resultados na luta contra a criminalidade não forem satisfatórios.


"(...) Já equipei a Polícia (?) Dou-lhe uma semana para restabelecer a ordem. Os meus homens e eu estamos determinados em aniquilar o flagelo do banditismo", disse.


O chefe do Estado-Maior da Gendarmaria, o general Baldé, declarou que a nova estratégia elaborada pelo seu serviço permitirá ter "num breve prazo" resultados convincentes, acrescentando que os seus serviços de inteligência trabalham igualmente no terreno.




Bacai Sanhá apoia processo eleitoral na Guiné-Conakry

Conakry - O chefe de Estado da Guine Bissau, Malam Bacaï Sanhá, expressou sábado o seu apoio ao processo eleitoral conakry-guineense no qual ele disse ter confiança.
No termo de duma visita de trabalho de algumas horas a Conakry, Bacai Sanha sublinhou ter recebido garantias de que a segunda volta das eleições presidenciais decorrerão em paz e calma.
Estas garantias lhe foi dada pelos actores políticos deste país, designadamente o Presidente da Transição, o general Sekouba Konaté, e os dois candidatos à segunda volta, Cellou Dalein Diallo e Alpha Condé.
"Desejamos que esta eleição decorra em boas condições. Estou optimista e desejo voltar a Conakry para assistir à investidura de um novo Presidente eleito", afirmou.
O Chefe de Estado disse ter recebido dos dois candidatos a promessa de tudo fazer para o regresso do país à calma.
Militantes dos dois candidatos entraram em confrontos no fim-de-semana, nas ruas de Conakry onde um simpatizante da Coligação do Povo da Guiné (RPG) de Alpha Condé foi morto a tiro perto da sede do partido, enquanto o seu líder animava um comício de sensibilização.

África conseguiu reduzir a pobreza

A Campanha do Milénio da ONU diz que todos os países africanos alcançaram progressos na redução da pobreza extrema, ao longo dos últimos dez anos, recordando ter sido em 2000 que foram traçados os objectivos do Milénio.

Falando nas vésperas da cimeira iniciada hoje em Nova Iorque, o director da campanha para África, Charles Abugre, disse que o crescimento económico no continente facilitou o alcance das metas em muitos países.

Mas Abugre salientou à BBC que África continua a sofrer com problemas globais que estão fora do seu controlo.

"Em relação ao resto do mundo, há algumas barreiras que os Governos africanos, e o povo africano não pode superar. Uma delas é a liberalização financeira global sem um controlo, que afecta África sempre que acontece algum percalço.

"A segunda, os paraísos fiscais em países ricos, que incentivam à corrupção", explicou o director para África da campanha do milénio.

Cimeira da ONU decide futuro das 8 metas

O futuro dos 8 Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, comprometido pela crise económica e financeira, se decide a partir de hoje (segunda-feira) nas Nações Unidas, numa Cimeira, que pretende dar um novo impulso às metas de desenvolvimento internacionais para 2015. "Embora os atrasos sejam sérios, não devemos nos assustar", disse na semana passada o Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que convocou a Cimeira, que se prolonga até 22 de Setembro. Os oito objectivos, acordados a nível internacional no ano 2000, visam reduzir a pobreza, a fome, a mortalidade materna e infantil, a doença, a habitação inadequada, a desigualdade de género e a degradação ambiental, até 2015. Com resultados muito díspares, e com poucas razões para optimismo, sobretudo em África, a ONU se tem esforçado por transmitir confiança, para manter os ODM na agenda internacional.
O relatório deste ano do grupo de trabalho de acompanhamento dos progressos dos ODM, foca-se no impacto da crise económica, e mostra que esta afectou a ajuda ao desenvolvimento, comércio, serviço da dívida, e o acesso a medicamentos e tecnologia. Um "impulso para os próximos cinco anos", até ao prazo definido em 2000 para alcance das 8 metas, é o objectivo assumido pelo Secretário geral para esta Cimeira. Mas a situação económica ainda é "frágil e vagarosa", e do seu fortalecimento vai depender em muito a melhoria dos indicadores sociais, conforme salientou esta semana o Fundo Monetário Internacional.
"Tudo depende de restaurar o crescimento económico global, equilibrado e sustentável. Esta é a fundação sobre a qual tudo o resto se irá construir", disse o director do FMI, Strauss-Kahn, que participará na Cimeira. Espera-se, assim, a adopção de um plano de acção até 2015, a par do lançamento de uma Estratégia Global para a Saúde Materna e Infantil.
A resolução a sair da Cimeira já foi acordada e será adoptada em Nova Iorque.
Em destaque estarão os casos de sucesso, entre eles o Brasil, a caminho de alcançar todas as metas.
Mais de 140 chefes de Estado e de Governo deverão passar ao longo da próxima semana pelas Nações Unidas, para a Cimeira e para o debate na Assembleia Geral (a decorrer de 23 a 29 de Setembro), que terá como tema a "Reafirmação do Papel Central das Nações Unidas na Governação Global".
Do Brasil vem o ministro das relações exteriores, Celso Amorim, enquanto a delegação cabo-verdiana é chefiada pelo Primeiro-ministro, José Maria Neves, e inclui também o ministro Negócios Estrangeiros, José Brito. São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, e Timor Leste serão representados pelos chefes de Estado, respectivamente Fradique de Menezes, Malam Bacai Sanhá e José Ramos Horta.
Chegou a estar prevista também a presença do presidente de Moçambique, Armando Guebuza, mas foi cancelada por "motivos orçamentais", segundo disse à Lusa fonte da representação diplomática moçambicana junto da ONU.
Em representação de Guebuza, estará o ministro dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Baloi, que irá se dirigir à Cimeira (20 a 22 de Setembro) na tarde de segunda-feira.
Entre os países lusófonos, Angola é o que enviou uma representação, encabeçada pelo secretário de Estado das Relações exteriores, George Chicoty, segundo informou fonte da representação diplomática junto da ONU.

sábado, 18 de setembro de 2010

Produtores guineenses aprendem técnicas para a valorização dos produtos locais

Bissau - Uma especialista portuguesa esteve a ensinar aos produtores da Guiné-Bissau as técnicas de marketing para a valorização dos produtos locais e defende que o rendimento do país podia subir se fossem tomadas algumas medidas.

Susana Costa e Silva, professora da universidade católica do Porto, está em Bissau, a convite da ONG Tininguena, para dar formação em marketing aos responsáveis de duas dezenas de organizações que lidam directamente com os produtores locais.

Ensinar as técnicas para "um melhor entendimento das estratégias de marketing e comercialização de produtos locais", foi o objectivo principal da formação de 15 dias que Susana Costa esteve a ministrar e que terminou sexta-feira última.



"Ao longo destas duas semanas, o nosso trabalho consistiu em explicar às pessoas do grupo de trabalho a melhor forma de fazer chegar o produto produzido pela terra, ao circuito de distribuição e, por conseguinte, ao consumidor final que tanto pode estar aqui no país como lá fora", declarou Susana Costa.



A professora portuguesa defendeu que, se fossem levadas em conta algumas técnicas de marketing, nomeadamente melhor comunicação entre produtor e consumidor, certificação de qualidade do produto da terra, os produtores guineenses "podiam ganhar muito mais do que aquilo que atualmente ganham".



Susana Costa e Silva defendeu que os produtores guineenses podiam ganhar mais se fossem capazes de colocar os seus produtos, com um selo 'made in Guiné-Bissau', nos mercados em que existem pessoas, oriundas do país, ou estrangeiras que já viveram ou trabalharam ali e que tenham regressado a casa.



"O segmento da saudade, que não é só de nacionais da Guiné-Bissau, é um grande mercado potencial, além do lugar que os produtos locais têm pelo seu próprio valor e mérito", afirmou.


Mas, pelas informações que foi recebendo dos formandos, a especialista portuguesa disse ter ficado com a impressão de que "existem vários estrangulamentos" que acabam por impedir a valorização e distribuição dos produtos locais.



A somar a estes estrangulamentos existem ainda as elevadas taxas que os produtores são obrigados a pagar, sem contar com o valor das mesmas, fatores que Susana Costa considera que acabam por tornar o produto mais caro e menos apetecível para ser levado ao circuito normal de comercialização.



"Quanto paga de taxa um produtor até fazer chegar o seu produto no circuito de comercialização normal?", questionou Susana Costa. A Lusa colocou esta questão ao representante do Ministério da Economia que assistia à palestra da professora portuguesa.



"É verdade que existem algumas taxas, mas muitas dessas taxas são cobradas de forma ilegal. O Governo está a trabalhar no sentido de controlar isso melhor, mas de momento já baixou muitas taxas", declarou Abílio Rachide, do Ministério da Economia.



Especialista em comércio internacional e diretora do departamento de marketing e pós-graduação na universidade católica do Porto, Susana Costa entende que a Guiné-Bissau deve trabalhar no sentido de passar a ter um certificado que possa garantir a qualidade e marca aos produtores locais.



Os alimentos, o artesanato, os artefatos do quotidiano, podiam ser comercializados tanto interna como externamente, bastando para isso que houvesse um certificado de qualidade dos produtos, sublinhou a professora portuguesa.

CEDEAO assumirá missão de estabilização a pedido do presidente - Goodluck Jonathan

Abuja - O chefe de Estado nigeriano e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) garantiu hoje que, se o presidente da Guiné-Bissau solicitar uma força permanente de paz, a organização oeste-africana
"responsabilizar-se-á" pela missão.


Goodluck Jonathan, citado pela Panapress, discursava na sessão de abertura da cimeira extraordinária da CEDEAO sobre a Guiné-Bissau, em Abuja, capital federal da Nigéria, e sublinhou a necessidade de se encontrar rapidamente uma solução duradoura para o país.

"Se o presidente da Guiné-Bissau [Malam Bacai Sanha] solicitar uma força permanente com componentes da União Africana (UA), da CEDEAO e da Lusofonia, a CEDEAO responsabilizar-se-á completamente por esta força", sublinhou.


"A responsabilidade oficial de resolver o problema guineense cabe-nos a todos. Serviremos o nosso interesse colectivo ao resolver este problema", frisou o presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental.


Goodluck Jonathan advertiu que os eventos na Guiné-Bissau "não são um bom presságio" para a subregião oeste-africana.


A cimeira decorre também na presença dos presidentes de Cabo Verde, Pedro Pires, e do Senegal, Abdoulaye Wade, sendo a Libéria representada pelo seu vice-presidente, Joseph Boakai.


Os restantes 10 países membros da CEDEAO enviaram ministros dos Negócios Estrangeiros ou embaixadores.


A cimeira vai discutir, entre outros temas, sobre o desdobramento eventual de tropas na Guiné-Bissau como membros duma força de estabilização neste país.


Em análise está também a possibilidade de enviar especialistas para formar os soldados guineenses na protecção de figuras como o presidente, o primeiro ministro e as principais instituições do Estado.


A Guiné-Bissau tornou-se numa placa giratória do tráfico de droga e atravessa uma crise de liderança desde Março de 2009, altura em que foram assassinados o presidente João Bernardo "Nino" Vieira e o então chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié.